Que jogaço!
Não pude me furtar de ir a Caxias, e valeu a pena. Melhor mesmo, só se fosse voltar classificado. Diante das circunstancias possíveis e que o próprio Brasil se colocou, no final, mantemos acessa ainda a aspiração à Serie B. Devemos valorizar isto sim, pois grandes clubes com grandes estruturas amargarão na Série D ainda em 2011, como por exemplo, o Juventude.
Foi uma invasão no Estádio Centenário e a torcida exemplar, sem excessos e com muita vibração. Enquanto a calada torcida grená observava atentamente a chegada dos rubro negros que ocupava aos poucos a totalidade do espaço destinado, os cantos e versos eram entoados ininterruptamente. Já os caxienses eram estimulados, sem muito sucesso, por um sistema de som com um animador.
As opiniões divergiam quanto à expectativa do resultado possível para o Xavante. Confesso que ao contemplar a estrutura física da SER Caxias, há que se concordar que ali há muito trabalho e dedicação e à frente disto, obviamente, não poderia ser diferente em termos de futebol.
Porém dentro de campo isso não se traduziu. Naturalmente a pressão inicial do Caxias era prevista, mas por ironia, o belíssimo gramado favoreceu quem sabe jogar, e apesar de tudo, no Brasil tem uns quantos que sabem.
Gostaria que nesta minha “lista” dos que sabem, estivesse o Ricardinho, que felizmente foi sacado a tempo por Gilmar Izer, aliás, não sei por que a insistência com esse rapaz que veio fazer turismo pela Costa Doce.
Eis que surge a melhor substituição que vi nos últimos tempos no Brasil, com a entrada de Russo. Só quem viu o jogo poderá entender. O cara tava possuído e não perdeu sequer uma disputa de bola, jogando duro, preciso e sem faltas. Não tomou nenhum cartão nem advertência. Pelo contrário, às vezes foi até caçado. Fez muitas vezes o que o técnico Ricardinho deveria ter feito, matando no peito, baixando na grama e distribuindo bolas e armando contra ataques, foi um leão em campo demonstrando notória disposição e vontade para defender as cores do Xavante. O craque grená Edenilson – pretendido por vários grandes clubes brasileiros não se deu bem em nenhuma jogada individual pra cima do Russo.
Falo no Russo, mas sem deixar de reconhecer ainda o Luis Müller, que mais uma vez atuou quando foi exigido. Amarildo impecável e Vinicius uma grata surpresa, estes dois perfeitos ali atrás. Marcio Hahm também, focado e objetivo num jogo que estava completamente aberto, mostrando assim todas as capacidades de ação e reação das equipes. Faltou o detalhe. A própria imprensa de Caxias escolheu como melhor em campo o goleiro Fernando Wellington, pois em determinado momento passou a ser um bombardeio pra cima dele.
Disse bem o amigo Paulo Reis, torcedor e leitor do Futebol Daqui, presente lá em Caxias, observando que desta vez foi completamente diferente de outras jornadas naquela cidade, onde normalmente jogamos acuados. Agora foi bem diferente, onde mostramos claramente que fomos lá para ganhar.
Se vale o consolo, numa disputa contra os clubes de Caxias ficamos invictos e com duas vitórias sobre eles neste campeonato.
O pior de tudo é que ficou um gostinho de quero mais. Parece que dali sairia a formação enfim, ideal para seguir na competição. Gostaria de ver de novo este time jogando. Parte de minha frustração foi abafada pela qualidade do jogo e lamento ver jogadores que com certeza estavam comprometidos com o objetivo abandonarem a competição.
Espero que a direção Xavante saiba avaliar o que realmente deve ser mantido e os erros que não podem ser cometidos novamente.
Saudações Xavantes.
Receita de nega maluca com polenta
Ingredientes
Um radinho de pilha.
3 xícaras de Farinha
3 Ovos
1 xícara de Leite
1 xícara de óleo
Camiseta do Xavante (vermelha ou branca) a gosto
Chocolate
Fermento
Modo de fazer
Não fui a Caxias, mas fiquei ligado na transmissão de Brasil X Juventude pelo radinho. Além de futebol, uma das minhas paixões é a culinária e como a gurizada em casa não da trégua no lanche, acabei indo para a cozinha preparar um bolo nega maluca para o café da tarde de domingo.
Com a camisa do Xavante e avental, liguei o radinho na cozinha e liguei o forno e durante o primeiro tempo enquanto fui misturando os ingredientes. Fui me empolgando com a iniciativa do time, e assim como o Xavante, exagerei no chocolate.
No segundo tempo enquanto o Beto Almeida foi botando as barbas de molho, botei o bolo para assar. Deixei em fogo lento e o bolo nada de assar, mas a chapa tava quente.
No final do segundo tempo, quando eu já estava certo que o bolo ia abatumar, pensei que só aumentando o fogo. Era tudo ou nada. Não imaginava mais tomar o meu café sem aquele bolo. A narração descrevia um Juventude que se insinuava mesmo com 10 homens em campo. Foi quando simplesmente parei para prestar a atenção na gritaria do narrador. Vanderlei, o matador fazia enfim a justiça no marcador contra um Juventude recheado de dois ex-áureo cerúleos. Finalmente o bolo estava assado e a cobertura não poderia ser melhor.
Não precisa dizer que quase queimou a nega maluca, mas ficou ótima, e misturada com polenta, uma delícia.
Mais do que subir na tabela, pois nada está garantido ainda, o importante foi uma vitória em Caxias, aonde normalmente viemos perdendo há anos. Pelo menos um passo para nos distanciar do rebaixamento foi dado. Classificar? Quem sabe?
Acredito que o Beto Almeida tenha trocado perspectiva da Série C com o Pelotas em 2011, pela permanência na D com o Juventude. Resta ao Pelotas fazê-lo lembrar disso no Gauchão novamente.
Domingo todos na baixada!
Até mais.
Pelotas X Caxias
Seria má sorte?
Parece que ainda teremos fortes emoções nesta Série C 2010. Confesso que preferia ter tomado mais dois gols da Chapecoense, que foi o que imaginei que aconteceria no segundo tempo, do que mais uma vez, morrer no finalzinho. De novo.
Incrível, eu ouvi o jogo até o final aguardando somente o momento do tiro de misericórdia. Eu sabia que viria mais cedo ou mais tarde. Lembro-me do ano passado contra o Criciúma lá, a mesma coisa.
De futebol não posso falar, pois não vi o Brasil nem contra o Criciúma, nem contra a Chapecoense, mas tenho uma sensação inversa, nos jogos fora de casa, em relação à defesa Xavante e a boa impressão que tive da zaga nos jogos em casa. Dois gols em 10 minutos não é normal ainda amarelando – resultando na expulsando mais tarde – o principal jogador da defesa.
O Caxias também não matou o jogo aqui, porque se há uma grande contratação feita em 2010, é a de Luis Muller, que pelo visto tem sido o salvador da pátria. Porém podemos observar que só ele não tá dando pra segurar a peteca.
Não dá pra afirmar nada ainda, mas quem vacilar em casa fica numa situação muito difícil. O Caxias prá mim tá no lucro, pois o empate no Caju é considerado um jogo fora. Claro que tem o jogo da volta, mas deve pegar um Juventude desesperado, se atirando pra cima tentando a classificação a qualquer preço ou brigando pra não cair, se seguir no ritmo que está. O Criciúma, do jeito que vai, salvo algum percalço inusitado, acredito que esteja com a classificação garantida.
Contra o Brasil não deve ser muito diferente. Acredito que o Juventude venha para cima. Se para o Brasil é ruim não pontuar em casa, para o Juventude, não subir na tabela é pior ainda. É hora te ter um bom contra ataque. Será que contaremos com os novos atacantes? O que faremos para proteger a defesa, agora ainda pior, sem o Amarildo? O tiro é muito curto, quem tiver que entrar no time tem que entrar agora. Contra os adversários diretos não podemos vacilar e quando falo “diretos” le-se dupla Caju, no mínimo pela tradição.
Olhando a tabela, os números, isoladamente, não assustam, está equilibrado. O problema é o que o Brasil vem mostrando em campo. Parece ter melhorado muito em relação ao jogo anterior e os dois gols iniciais seriam “má sorte”. Pois precisamos, então, estar preparados para jogar sem escalar a sorte. A vitória contra o Caxias valeu mas não convenceu.
A partida ficou para sábado à tarde e com comércio trabalhando. Vamos ter que jogar contra isso também. Quem for a baixada vai ter que gritar em dobro.
Saudações Xavantes!
Que Copa, que nada!
Depois de 1982 sem 1986, sem falar em copas mais recentes e porque não a de 1994, parei de me estressar pela Seleção Brasileira. Torço, mas normalmente. Talvez me empolgue se porventura cruzarmos com a França em algum momento, por uma questão de honra.
Sou fanático é pelo nosso Brasilzinho, o daqui, mas não histérico – são coisas diferentes.
Em 1984, se não me engano, quase fomos sparring da Seleção Olímpica. Adivinha pra quem eu ia torcer?
O Alcides Ribeiro me chamou de xiita por isto, na gozação é claro, quer dizer, espero.
Sinceramente estou muito interessado em ver o Michel Bastos saindo-se bem, no mínimo em consideração ao Bastos (PAI) que tantas alegrias me deu em 1985, o resto não me empolga. Aliás, o Michel, que tem a paternidade futebolística reivindicada por tantos atualmente, com um ano e meio de idade certamente nutriu-se muito daquele espírito rubro negro vencedor.
Estou é com a frase do Fahel: Esta cidade agora tem que respirar o Brasil!
Estou ansioso é para ver o Caldeirão lotado contra o Caxias em nossa próxima estreia, esquecer o primeiro semestre, ver o esquadrão rubro negro saindo do túnel em direção à geral, o bandeirão se abrindo e a fumaceira comendo. Não há sensação mais envolvente do que esta.
Quero ver a gurizada pendurada na tela puxando a camiseta do Alex Martins, o Cleber beijando o distintivo, o Moscateli inspirado e os novos contratados. Quero cantar o “Chora polenteiro”, A, E, I, O, U o Caxias veio aqui toma…opa me empolguei!
Que saudades do Xavante!
Já vi, ao vivo, Brasil X Argentina, ali pertinho do campo. Vi Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu e companhia, mas não é a mesma emoção comparada à Baixada.
Que venha a Copa então. Uma preliminar de luxo antes da Série C pra aquecer as turbinas.
Fazer o que?
Sorte ou azar só o tempo vai dizer
A palavra de ordem no Xavante agora é a montagem do grupo que disputará a Série C. Várias vezes defendi a ideia que o Gauchão não deveria ser prioridade, deve vir ao natural. Pois imaginem se o Brasil agora estivesse disputando a Segundona ainda, como não estaria o projeto Série C. Não consigo imaginar. Provavelmente o André Luís estaria montando juntamente com a direção outro time que ele seria o treinador? Ou haveria um treinador contratado, com perfil de Campeonato Brasileiro, trabalhando paralelamente com ele? Ou pior, poderíamos não nos dar bem no quadrangular, sem terminar a Segundona e ainda esperar para iniciar a busca por um time com chances de subir. Fora todas as encrencas diretivas que haveria, tudo depois da Segundona. Ou seja, os técnicos e jogadores de nível já estariam se arrumando em outras equipes e ouviríamos o mesmo discurso de outros anos sobre falta de jogadores no mercado.
Há males que vem pra bem, e pensando assim foi sorte o Xavante ter caído bem cedo. Já pensou? Será patrolassemos todo mundo na Segundona ia ter gente achando que seria time pra B do Brasileiro.
Bairrismo
Importantíssima para nosso futebol a convocação do Michel Bastos, como foi a do Emerson também em copas anteriores. Mostra que o DNA de nosso celeiro de craques é da melhor estirpe. Méritos do Esporte Clube Pelotas, que investe em categorias de base e com isto, agora pode se valer de uma fonte extra de receita que sempre vem bem.
Agora, percebo que boa parte de nossos fracassos vem de nosso pensamento pequeno, aliás, muito pequeno mesmo. Tenho escutado cada coisa pelos cantos de nossa querida cidade que me fazem acreditar que o Michel Bastos ainda joga no Pelotas. Incrível!
O Pelotas hoje, na cidade pelo menos, é o único, digo único clube com projeto e investimento relevante em categorias de base e merece se beneficiar disso. Mas daí a achar que tem um jogador convocado para a Copa do Mundo há uma distância abissal. Desculpem-me.
Pra tocar a flauta em nós Xavantes serve, mas acreditar nisso é sandice.
Dunga
Tá com moral. Bom pra ele, eu espero que pra nós também.
Sinceramente não me emociono muito com a Seleção Brasileira, não pelo que representa, mas pelos interesses paralelos. Pra mim em campo tem mais atores do que jogadores.
De qualquer forma torço. Pecou pra mim, em sua coerência, ao não convocar o goleiro Vitor. Nem sou muito fã desse atleta, principalmente depois de ter reclamado do ritmo de jogos seguidos no Gauchão. Mas um treinador que afirma que quem não jogou não foi levado, mas opta por levar o Doni, que além de fraco – isto é opinião minha – está no mínimo sem ritmo, pois em seu clube tem ficado no banco, tem uma coerência difícil de decifrar.
Até mais.
Obrigado Esporte Clube Pelotas
Infelizmente não deu para o futebol da cidade, mais uma vez. Agora claro, o Pelotas está de parabéns mesmo assim por chegar até onde chegou. Trabalhou com competência e planejamento, detalhes que sem os quais não se chega a lugar algum.
Sinceramente, sou Xavante, mas não sou anti-Pelotas. Dói-me muito mais ver a Dupla Grenal detendo, mais uma vez, a hegemonia do Futebol Gaúcho.
Desculpem-me, mas acho falta de inteligência aquele ódio exacerbado entre adversários apenas no esporte. Uma competição que deveria servir justamente para enaltecer os valores e capacidades humanas de superação técnica, física e estratégica, mostrando que a arena esportiva pode ser um palco onde este espetáculo pode ser degustado. Até em luta de vale-tudo as animosidades fora do ringue são mais contidas.
Ao contrário, no futebol, vi até o trágico acidente do Brasil ser usado como forma de agressão psicológica ao Xavante e sua torcida.
O exemplo inclusive poderia começar a ser dado por parte dos dirigentes.
Quero presumir que os leitores do Futebol Daqui tem este discernimento – ou não – mas no fundo realmente respeitam esta rivalidade. As flautas e piadas fazem parte, esta é a parte boa, ainda mais na gangorra que vive o nosso futebol.
Tampouco me presto a utilizar esta coluna para dar respostas a “A ou B” como diria o Felipão. Acho que o compromisso de quem escreve é muito maior do que picuinhas particulares onde a obrigação principal é ajudar a formar opinião e trazer assuntos interessantes à pauta.
E neste sentido, como Xavante, nada mais me resta neste momento do que agradecer ao E.C. Pelotas. Certamente este momento áureo-cerúleo mexe com a comunidade rubro-negra e quero acreditar que o G.E. Brasil vá dar a resposta na Série C do Brasileirão. Esta guerra me serve. Quem sabe um dia eu realize o sonho de ver uma decisão estadual em um Brapel?
Tenho convicção que o momento ficou excelente para os dois clubes principais da cidade, pois agora o sucesso de um vai alavancar o outro. A torcida do Pelotas mostrou também seu crescimento e fidelidade. Isto agora precisa que os gestores de ambos os clubes saibam aproveitar. Quem sabe os dois se unem num concurso para ver quem coloca mais sócios, atrelando algum benefício a alguma instituição de caridade, sorteio de um carro no final de ano, enfim, são só ideias.
O que não dá mais é para apenas ficarmos nessa de beliscar títulos e cair fora. Isto serve para os dois.
O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal, o que conta é a coragem para seguir em frente.
Até mais.
Vale até dedo no olho.
Fazer o que? Segundona é assim mesmo. Ainda mais com a rivalidade regional.
Com o Bagé sempre é complicado. Em 2004 quase patinamos neste mesmo campeonato, no Bento Freitas, frente a este mesmo adversário, quando Silvano, praticamente nos descontos, fez de cabeça.
Mas é duro de ver. Gol de mão contra o time misto do Bagé é pra matar.
O negócio é esquecer que é um jogo de futebol e admitir que as regras sejam outras. Desde os critérios de avaliação da capacidade de participação dos clubes, até às regras dentro de campo. Como já falei uma verdadeira várzea, tanto que com uma campanha destas o Brasil ainda continua vivo. Metade destas equipes deveria estar na Terceirona, inclusive o Brasil se não classificasse.
Qualquer um joga este negócio, poderíamos até fazer o time do Futebol Daqui que a Federação aceitaria.
Voltando à situação do Brasil, efetivamente, não sei o que é melhor agora: Subir para a Primeira e achar que está tudo bem, indo jogar a C escamoteando os problemas ou ir ao fundo do poço, cortando a própria carne – como diria o Lula – mas entrar no segundo semestre muito mais atento e sem vícios.
Sinceramente, se o Brasil passar esta fase, gostaria que mesmo jogando pra subir, o projeto Série C começasse a ser montado prioritariamente. Os regionais estarão acabando, é hora de contratar. O que não dá é para fazer time em um mês, para jogar o campeonato mais importante do ano, que é a Série C.
Gauchão
Que beleza hein? E o Inter? Pena que o São José não é do interior, mas valeu o crime. Eu estava até enaltecendo o empate do Pelotas no Beira Rio, mas pelo jeito o campeão de tudo gostou de tomar ferro de todo mundo.
Gosto quando isso acontece, pois o campeonato que eles ditam as regras e desprezam acaba sendo o único que ganham. Agora o bicho tá pegando pra eles também.
Reclamações
Tenho recebido algumas queixas de conhecidos a respeito de algumas colocações feitas aqui no site, não só por mim. Vou abrir um espaço então para quem quiser se manifestar. Observação, preservo a fonte mas não aceito crítica anônima. Podem enviar para silvio.futeboldaqui@hotmail.com
Até mais.
Tá feio! Muuito feio!
Abdiquei de escrever ultimamente em virtude da impossibilidade de acompanhar os últimos jogos do Brasil. Acabava ouvindo opiniões porém não havia comprovado com meus próprios olhos, exceto o amistoso contra o Cerâmica.
Sendo prático e direto: Este time é muito ruim, demais. Diria que pior do que este time só o atendimento dos supermercados Big e Nacional em Pelotas.
Já seria dose pra leão – sem trocadilhos alusivos à alcunha do esmeraldino – se tivéssemos vencido o São Paulo no sufoco, perder então nem se fala.
Para não ser injusto, afinal, são profissionais e provavelmente estão dando o seu máximo, eu isento todos do ponto de vista individual. Não acredito que a performance do time seja o reflexo das individualidades. O problema foi justamente a montagem desta equipe, as peças é que não se não encaixam e o projeto inicial foi para o saco. Infelizmente agora alguém vai ser o bode expiatório e fatalmente ser substituído. Para subir, antes, o Brasil precisava de um time médio bem treinado, agora para reverter o caos, precisa agregar muita qualidade para compensar o tempo perdido. O técnico, que acredito ser muito competente, não tem tempo para ajeitar o que aí está posto e já está abaixo de improvisações. Alex Martins acabou o jogo como centroavante e não entendi porque Muriel, lateral direito de ofício não jogou, entrando na posição um volante que não sabia cruzar, mas que de resto se defendeu bem.
Apesar de tudo eu não apressaria contratações. Esta formula de campeonato é tão ruim que o Brasil talvez se classifique mesmo com este time. Passada esta fase, automaticamente estariam findando os regionais e aí sim iria às compras, pensando inclusive na Série C. Os acertos poderiam ser feitos agora com calma para não errar de novo. Alias, considerando este jogo contra o São Paulo, a direção Xavante deveria chamar o Russo e dobrar o salário dele. Foi um jogador a parte, fez inclusive o que não sabe melhor do que quem tinha que fazer. O único ovacionado e aclamado pela torcida.
Autoestima
A torcida não pode fazer terra arrasada e sim deve levantar a cabeça, para isto, bastando olhar a situação de outro referencial. Sendo coerente com o que já falei anteriormente sobre a falta de importância da Segundona, embora paradoxal, o Brasil está lutando para subir e chegar onde estão os clubes que lutam para chegar onde o Xavante já está e ainda em um degrau acima.
Eu explico. Excetuando a infame dupla Grenal – cujo campeonato sei lá por que cargas d água leva ainda o nome de seus dirigentes como se fossem duas grandes vedetes – os clubes da Série A do Gauchão, na verdade, estão lutando para chegar no máximo na Série D. Ou alguém acredita que o campeão não será Grêmio ou Inter?
O Brasil já está na C. Este projeto sim me interessa e não pode ser comprometido pela Segundona somente pela vaidade de subir a qualquer custo.
Metendo o pau
Alguns torcedores que me encontram, evidentemente leitores do Futebol Daqui, muitas vezes me cobram para meter o pau e que assim não dá mais. Não posso fazer isso, aliás, posso, mas desde que tenha todos os elementos para compor esta análise de forma clara.
A indignação permeia as rodas Xavantes. Então para não cometer injustiça e ao mesmo tempo não deixar passar em branco a reivindicação de nossos leitores, eu diria que “informação” economizaria boa parte das criticas, faixas belicosas e outros atos hostis. Digo informação sobre o projeto do Brasil, sobre as metas, planos e como vão ser alcançados. Acho que pelo menos os sócios, que são os torcedores oficiais, deveriam compartilhar do projeto Xavante, pois ajudam a bancar o clube. Imagino que haja um planejamento estratégico pelo menos para cinco anos no Brasil que contemple o atual momento.
Sócios
Por falar em sócios acho que o Brasil carece de uma campanha e um projeto mais adequado de busca de sócios. Hoje, uma família média, tipo pai e dois filhos menores, salvo eu esteja enganado e se estiver me retratarei aqui, pagam 90 reais por mês. Isso é quase preço de Dunas Clube.
Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.
HAJA CORAÇÃO!
Aproveitando umas merecidas férias e acompanhando o Xavante à distância, apenas pela internet, ao chegar vejo que uma bomba de nêutrons andou caindo pelo Bento Freitas.
Seria oportunismo comentar agora o único jogo que vi este ano, contra o Cerâmica em Arroio Grande, e dizer que não gostei. O correto seria ter comentado isto antes. Mas mesmo não tendo gostado dou o desconto pela falta de entrosamento e ritmo de jogo.
A verdade é que a várzea em que o Brasil está exposto é dura. Sim várzea, pois além dessa Segundona já ser uma Terra de Ninguém, um lugar onde se pratica pouco futebol com a concordância da Federação, que novamente marca e remarca jogos sem pensar nos clubes.
Tonho Gil dentro da realidade do interior Gaúcho é um excelente nome, mas a minha preocupação continua a mesma, ou seja, se o projeto prevê continuidade para a Série C.
Comentei isto na chegada do André Luís: http://www.futeboldaqui.com.br/site/coluna.php?idcoluna=257
Pois o André não durou mais do que três jogos oficiais e o restante da comissão que não tinha um ano de trabalho ainda, foi toda embora. Certamente há um motivo para tanto que transcende a nossa vã filosofia, mas ficamos nos perguntando por que certas coisas aqui em Pelotas são diferentes. Como por exemplo, ver o Eraldo, Emanuel, Chicão e Kito, que por aqui passaram e não ficaram, mas estão aí de novo, sempre com bons desempenhos em outros clubes.
Acho arrojada a ideia de buscar jogadores de outros mercados, realmente aquela troca regional de figurinhas pouco parecia somar para quem tem ambições nacionais. Sinceramente se o projeto é Série C e o grupo que aí está talvez sirva, mas a pergunta é: Este grupo esta aí para a Série C? Pois se estes atletas desambientados do jogo mais duro, do campo embarrado, da arbitragem complacente de Segundona, vieram só pra isso estão no lugar errado.
Não gostaria de pensar que depois do Gauchão esse pessoal todo sai e se faz outro time, partindo do zero, para a competição mais importante que o Brasil disputa. Ainda mais considerando os adversários que teremos. E se o Tonho Gil perder a próxima e empatar as duas seguintes sai também?
Como diz o Galvão: Haja coração!
Festa do Interior.
Parabéns ao Novo Hamburgo. Foi lá e pimba!




